quarta-feira, 4 de março de 2009

Poemeto 2



E brotam flores suaves
do solo fertilizado pelos sentimentos
e abrem frutos doces
do solo renovado pelo amor que chega
Forma e essência
tecem teia de sentidos
e abrem-se luzes como um imenso arco-íris
formado pelos desejos...
Colheita e plenitude,
e então tudo se renova

Fatima Dannemann

Poema-Funk

se a rima é mínima
a saia também
Grande só molejo nas cadeiras
da menina
e rebola, rebola
que dá e dá
só não vale pisar na bola
senão, senão o bicho vai pegar

FATIMA DANNEMANN

Cheiro da Terra




Fatima Dannemann

O cheiro da terra
é de flor e de mato.
Cheiro verde
como tempero de salada.
O cheiro da terra
é de água correndo.
Cheiro azul profundo,
como as águas de um lago.
O cheiro da terra
é de bicho pastando.
Cheiro vermelho
de sangue pulsando
vida nas veias.
O cheiro da terra
tem mil perfumes
e muitas cores.
É feito de bicho e de planta.
É cheiro de terra, fogo, água e ar.
É cheiro de vida,
simples e ao mesmo tempo
intraduzível.

Só nós dois...

Fatima Dannemann

Faz frio lá fora
mas eu não ligo.
Com você, a vida
é um eterno verão.

Há perigo na rua.
Mas, eu não corro riscos.
Com você, aqui por perto,
não preciso de heróis.

O mundo roda lá fora
e eu não reparo.
Com você aqui, juntinho,
que me importam outras órbitas?
Me bastam as dos seus olhos.

A vida corre lá fora...
Mas, corre aqui dentro também.
O mundo dos outros, é deles.
Meu mundo?
Somos nós dois e mais ninguém.

Poemeto

Plena
como a lua mais bela
doce
como a brisa mais suave
Mulher
sintese da criação do mundo
o fio onde a vida começa

Fatima Dannemann

domingo, 1 de março de 2009

Mau dormir

manhã fria
quarto deserto
a melancolia
da cama desfeita
marcas da noite
marcas da insonia
e da incerteza

Fatima Dannemann

Duplicidade

dama de honra ou bailarina?
corpo de mulher ou de menina?
as mãos que seguram as flores
trazem a ternura de um gesto timido
e o vermelho das rosas revela o fogo interior
escondido na pureza
do branco do vestido

Fatima Dannemann